| Uma escola de meninas bretãs, Jules Trayer, 1882. |
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Tempo de leitura: 28 minutos.
PARTE I
Para escrever a um blog que se intitula Medievalitas, e que busca resgatar valores da Idade Média Latina e a Romanidade remanescente pelas relações comerciais e culturais que envolviam o Mare Nostrum, ao falar de educação, pareceria convir mais explicar os eventos históricos que levaram Carlos Magno a instituir as primeiras escolas da corte sob a supervisão monástica de Alcuíno de York. Por sorte, neste espaço há gente mais capacitada para o empenho e, por isso, vou me remeter aos princípios que encontramos na antiguidade, passando por alguns momentos na história em que eles são mais ou menos retomados, para comentar sobre sua eficácia no que seria uma educação de qualidade.
Comecemos, desde já, buscando definir que coisa seja educação ou educar alguém.
Nessa busca, o mais simples é começar pela etimologia, de onde educar viria de “educere”, conduzir de um ponto ao outro, em alusão ao que em grego chamaríamos “paidagogos”, em referência aos escravos que conduziam as crianças pela mão. É preciso, portanto, conduzir alguém incapaz por um caminho seguro até um determinado fim, e nisso consiste a arte de educar. Existe, portanto, necessariamente três elementos: o sujeito, o método e a finalidade. Esses três elementos serão trabalhados por quem tenha já alcançado a perfeição do ensinado, a que chamamos mestre.
Aqui já vamos dando forma a uma definição completa do que seja educar, através das clássicas 4 causas aristotélicas: causa material (o educando), causa formal (o método), causa final (o educado), causa eficiente (o educador); cuja atividade central consiste na comunicação, na tradição, por parte do educador, de uma certa perfeição (a educação), a um sujeito a ser transformado (o educando).
Educar é, portanto, e em última análise, o ato de atingir uma certa perfeição.
E é um fato da história que os homens têm buscado, e defendido como motivo de honra, o atingir um grau de perfeição; seja no seu ofício, seja em um passatempo específico, seja em qualquer arte ou ciência a que se dedique. Em tudo isso, o ato de se aperfeiçoar permanece o mesmo, variando os métodos e as finalidades em conformidade com as exigências do tempo.
Se estudamos a História [da Educação na Antiguidade] de Henri Irene Marrou, encontramos os gregos primeiro se ocupando de artes, como a poesia, a música e a dança – provavelmente elementos que correspondiam às práticas religiosas e envolviam a necessidade de uma dedicação atenciosa. Mas, já nas páginas de Homero, percebemos que o ideal grego envolvia a capacidade de bem falar na assembleia, além da capacidade atlética dos jogos e artes da guerra. É como se a função mais premente da sociedade indicasse o objetivo da educação. Assim, em Esparta, a educação militar era obrigatória e visava a composição militar do Estado, pelo que se tornou célebre.
Assim, também, a escrita e a matemática foi se desenvolvendo na medida que era necessário ao homem oficializar seus atos, legar seus bens e ideias, transmitir sua cultura, eternizar suas leis, além de armazenar, prestar contas e gerir negócios. Na medida que essas atividades vão ganhando relevo social, elas também vão se tornando matéria da educação.
Cícero é produto direto da importância que a fala tem na política romana; Varrão é a resposta para a necessidade de se criar um sistema religioso coeso, em uma época que a razão já despontava pelo advento da filosofia. Enquanto a política seguia como a mais importante ação social, foram os sofistas os principais professores dos gregos – em uma época em que Pitágoras indicava a música como atividade ascética - e só no despertar dos jovens por um amor à sabedoria foi que surgiu o interesse pela atividade intelectual em si mesma – dirão alguns autores que pelo sentimento de espanto dos filósofos pela consciência da realidade e a busca de suas causas.
Entre os Árabes, povo precipuamente nômade e comercial, a prática da contagem e da astronomia eram ainda mais essenciais, pelo que se desenvolveram como nenhum outro povo nessas artes. E foi pela necessidade da Península Ibérica de chegar ao outro ponto do mundo, que se desenvolveu o astrolábio e as modernas técnicas de navegação.
Em todos esses momentos haverá também um modelo, alguém que por sua grande capacidade e renome se identificará com o ideal de educação. É o caso de Cícero para a retórica, ou Newton para a física clássica, ou Einstein para a Física Moderna, ou Poincaré, Sadi-Carnot, Tesla, etc. Cada um deles é um motor e um modelo a que se deve buscar no domínio de suas respectivas artes, e são extremamente necessários para a educação, porque a mimese é o ato mais antigo e dos mais eficazes no processo educativo. Aprende-se mais facilmente aquilo a que nos habituamos a imitar
O modelo é quase um quinto elemento entre os sine qua non apresentados em nosso artigo, ainda que ele faça, de certo modo, parte da causa formal, do método. Em nosso processo educativo faz-se, por fim, necessário estabelecer esta causa – que se faz em parte definindo também o fim último de uma educação.
E é claro que, depois de analisar a evolução da história, com seus altos e baixos, percebemos claramente que a educação foi informada por aquilo que era prioritário, seja a guerra, a fala ou o comércio; mas percebemos também que todos esses fins são contingentes, o que faz também com que as formas aprendidas sejam modelos com suas datas de validade, o que diz muito sobre a necessidade corporal, e pouco diz às almas dos homens.
De onde resta claro que a busca por esse saber que nos eleva ao cume só pode advir por um saber que nos diz pouco sobre nossas necessidades físicas, mas conversa com que há de mais nobre no homem. E daremos conta de que a princesa das formações é a filosofia.
O texto poderia morrer por aqui, com uma conclusão mais ou menos acertada de que o homem educado é, em certa medida, filósofo – um amante da sabedoria. E de fato seria assim se o homem fosse, como são os animais, não mais que um ser puramente natural. Mas tal homem natural nunca existiu na história, não passando de uma confabulação de mentes bagunçadas pelo naturalismo. Não, o homem foi criado espiritual e participante da vida divina, contendo em si um elemento sobrenatural chamado Graça. Através disto o homem passa a possibilidade de ter com a própria Sabedoria, que é Deus, e entender nele toda a realidade. Nesse degrau mais alto, a educação passa a ser o esforço para facilitar e mediar esse encontro, e seu modelo perfeito será o Cristo, assunto da próxima parte desse texto.
PARTE II
Cristo é a causa modelo da humanidade. Tal afirmação, que se pode encontrar na Suma [Teológica] de Santo Tomás, não deixa de ser o palco de uma antiga discussão entre scotistas e tomistas: “se o homem não tivesse pecado, teria Cristo se encarnado?” A questão não é tão simples como parece, o próprio doutor Angélico não oferece uma resposta plenamente negativa a questão, apenas nota que a queda é a causa da vinda de Cristo e imaginar outras causas não é o trabalho próprio da teologia, senão unicamente como um certo modo especulativo.
Ainda assim, não é absurda a posição dos seguidores de Duns Scott, afinal Adão, mesmo que constituído com ciência infusa e graça, um dom preternatural e outro sobrenatural, pela própria natureza se constituía em ser infinitamente inferior a Deus, pelo que, através da contemplação, poderia alcançar ainda uma caridade e um mérito maiores, obtendo, após a prova, a salvação.
Assim, a encarnação de Cristo não seria um ato inútil para o homem em estado de graça. Seria ainda um ato soberbo de caridade – o próprio Deus encarnado para elevar ainda mais o homem, demonstrá-lo a perfeição de sua natureza na plenitude da graça, um ideal real e possível de ser alcançado pela amizade com Deus.
Mas a verdade é que não precisamos elocubrar a respeito de encarnações possíveis. Cristo se encarnou efetivamente, e a natureza do homem está decaída, e isto basta como razão de ser para a necessidade de um modelo, pois o homem decaído, com maior razão, tem necessidade de Cristo para alcançar o apogeu de suas faculdades. Esse artigo, portanto, deve versar sobre dois pontos essenciais do ponto de vista educacional: a crença da realidade da queda e Cristo como remédio eficaz da inteligência e de todas as faculdades humanas. Vejamos:
I. A Queda do Homem
Não é novidade o sem número de ideias heréticas que tentam atacar justamente este dado de Fé: todos nascemos de um mesmo pai, Adão, que pecou. A consequência deste pecado foi a perda da graça, da amizade divina, e consequentemente a impossibilidade de aceder ao paraíso – que é justamente o fim último do homem. Eis aqui descrito o pior dos males metafísicos, pois o homem se torna incapaz da felicidade plena, já que se encontra frustrado quanto ao acesso do bem maior pelo qual é homem – sua similaridade divina e capacidade de possuir a Deus e gozá-lo no paraíso. Mas não termina aí o relato de nossas desgraças! É certo que a natureza mesma se rebela contra o homem, e essa natureza humana, jamais criada fora do desejo central de servir e possuir a Deus, arrancada de sua parcela sobrenatural que lhe capacitava para este fim, termina ferida.
Ao transmitir sua natureza à humanidade, portanto, Adão não transfere sua culpa, mas transfere essa natureza decaída e sem o auxílio da graça. Essa é a natureza que importa educar, levá-la novamente a possibilidade de seu último fim, o que importa necessariamente na ação da graça.
Contra essa verdade levantaram-se todos os pensadores de um passado idílico em que o homem natural, naturalmente bom, existia com o único fito de gozar de seus bens nesta terra, pelo que terminou por fazer um contrato geral com seus semelhantes, a fim de garantir a paz e a prosperidade. Nada mais falso! Tal homem em estado puro de natureza nunca existiu, e o próprio fato de ter decaído do estado sobrenatural em que foi criado, causou efetivamente a ruína desta natureza. E isso é evidentíssimo, fácil de se perceber: o homem percebe claramente que tem uma tendência natural à procrastinação, que lhe é difícil a liberalidade ou a execução do bem desinteressado – o homem percebe que age por interesse, egoísmo e lucro, e que mesmo o bem de que é capaz, não é fácil de permanecer nele. Mas apesar desta constatação de miséria, o homem compreende que há um bem maior, que há bens pelos quais vale dar a vida, que há uma virtude e um patamar ulterior a que pode aspirar. O homem nunca deixou de admirar aos outros homens que alcançaram esses patamares, e nunca deixou de elevá-los em consideração como modelos a serem seguidos.
Mas se é verdade que essa decadência é facilmente percebida, não deixa de ser verdade também que é difícil entender como somos exatamente afetados por elas. Eis o que a sabedoria da Igreja foi recolhendo com o tempo:
São quatro as feridas causadas pelo pecado e que correspondem exatamente às faculdades do homem. O homem é animal racional, e isto quer dizer que como todo animal, o homem é governado por seus apetites: concupiscível e irascível, mas sua alma imortal ilumina esses apetites através da inteligência e da vontade livre. A essas 4 potências correspondem respectivamente as seguintes feridas: concupiscência, debilidade, malícia e ignorância. E para cada uma dessas potência corresponde também uma virtude cardeal: temperança, fortaleza, justiça e prudência. Vale também notar que é sobre essas mesmas potências que vão se assentar nosso organismo espiritual: virtudes teologais, dons do Espírito Santo, etc.
É preciso, no entanto, entender um pouco de como funcionam os atos humanos e suas paixões – ou seja, seus movimentos naturais em direção ao bem; de sorte, que a compreensão desses fatores, e mais ainda seu resgate, retomaria à educação seu brilhantismo. Hoje em dia, a educação moderna parece querer educar a computadores: ensinam um sem número de informações e esquemas mais ou menos precisos de como processá-los e calculá-los, falando muito pouco sobre a natureza, o fim e a correção necessária de suas tendências.
Para resgatar essas noções importa, sobretudo, olharmos para a diferença específica do homem, que bem define nossa natureza: somos racionais. Isto quer dizer que toda ação humana parte do conhecimento, e nisto vai uma série de condições que não interessam ao presente momento, mas que retomaremos no futuro, quais sejam: a apreensão sensível, a intelecção, a compreensão, o modo discursivo do raciocínio, etc. O que importa é que através do conhecimento há a abertura para o ser, e numa alma bem formada há a contemplação, que é como antecipação da visão da glória, mas em grau infinitamente inferior. A ideia produzida, de fato, descansa o intelecto e excita a vontade a buscá-la. E a grande dificuldade da vontade, que nesse século depende da mutabilidade humana, é firmar-se. E, principalmente, firmar-se colocando em ordem a miríade de bens que se apresentam ao intelecto, e que forma a escala do amor, porque essa ordenação exige muitas vezes esforço, movimento do apetite irascível que busca o bem árduo, e deleite, movimento do apetite concupiscível, que busca o descanso no bem deleitável.
Acrescente-se a esse amálgama conflituoso as diversas paixões que brotam da alma humana diante do bem que o intelecto lhe apresenta e a vontade deseja: se o possui, ele detém o gozo, mas se o perde, advém a tristeza; a não ser que se tenha apresentado a ocasião de perdê-lo, ele padece o medo, mas se há fundada possibilidade de recuperá-lo, esperança. Assim, todas as paixões compõem essa intrincada orquestra, onde o amor é o maestro, porque faz tudo depender de uma decisão racional e irrevogável. Mas, que grandes dificuldades! A ignorância faz que o homem se engane do bem ou da ordem que o bem deve ter, e ainda quando reconhece esse bem, a malícia o faz preferir o mal objetivo, porque a debilidade não lhe permite ter forças para sustentar seu caráter, ou porque a concupiscência o frustra no deleite sensível, escravizado e rebaixado de sua condição espiritual.
A educação parece impossível a uma natureza que não é capaz de se sustentar em sua ordem, mas Deus é bom o tempo todo e logo apresentou uma solução, elevando a virtude de seu aspecto meramente natural à economia da graça, permitindo que, por sua ação direta, o homem pudesse se sustentar no bem. Se a educação é elevar o homem ao seu estado de perfeição, ela não pode obter sua meta sem querer formá-lo para a santidade. E para isso, Deus fez com que o plano da redenção passasse por uma via especialíssima, que é a Encarnação. Se a segunda pessoa divina assume uma segunda natureza, esta não pode estar senão em seu estado perfeito, na plenitude da graça, e na ordem exata da reta razão. Daí, vê-se claramente que qualquer educação que ignore as feridas da alma do homem está fadada à frustração, porque desconhece os impedimentos do ofício. E, igualmente, aqueles que desconhecem a verdadeira Fé, desconhecem também os remédios eficazes para sanar os vícios.
II. Cristo, a Sabedoria de Deus.
Cristo é a própria revelação, tudo o demais que antecede e segue tem a Ele por fim e ápice. Essa afirmação está longe de cair em erros já condenados pela Igreja, como o de afirmar que não há uma doutrina revelada, e que a única verdade do Evangelho é a pessoa de Cristo. Mas trata-se de colocar a questão em termos precisos e exatos: todas as verdades reveladas participam da realidade da Encarnação, porque Deus se fez homem para comunicar aos homens sua vida divina. E Cristo é a cura das feridas da alma, não só pela graça que ele recupera na Cruz, mas porque todos os seus atos sobre a terra santificaram os atos dos homens.
Se por um lado vemos que ao ser batizado Ele institui o sacramento do Batismo, santificando a água como matéria eterna deste excelso sacramento; por outro vemos ao mesmo Jesus dormindo, divertindo-se, comendo, visitando amigos, discursando, ensinando, crescendo em sabedoria e graça, obediente aos pais, zeloso dos preceitos, trabalhando e rezando. Nosso Senhor quis viver a vida dos homens para santificar cada um de seus atos, atos que são banais, mas fazem parte desta vida terrena e que podem ser meritórios quando acompanhados da graça. A vida simples e comum ganha aspectos de grandeza porque o próprio Deus viveu essa vida comum por pelo menos os 30 anos anteriores ao seu extraordinário ministério, de modo que em Nazaré se surpreendiam de ser esse “grande profeta” o filho de José, o carpinteiro.
Mas há razões ainda mais profundas pelas quais o Messias é a cura de nossas feridas, a começar pela razão de que Nosso Senhor é a cura para nossas inteligências.
Ensina-nos, a Sã Doutrina, que Nosso Senhor detinha 4 modos de conhecimento: um conhecimento dito natural, outro dito conhecimento beatífico, um terceiro por ciência infusa e, por fim, um conhecimento divino. E esses conhecimentos não são contraditórios entre si, mas são proporcionados e ordenados de modo a responderem à dupla natureza e informar nos graus próprios ao intelecto de Nosso Senhor. Assim que, como Deus Ele conhecia tudo plenamente e a si mesmo, enquanto como homem, detinha a visão beatífica dos bem-aventurados, porque sua alma estava unida a divindade, e nela conhecia todas as coisas. Mas não só conhecia todas as coisas em Deus, como pela ciência infusa, conhecia todas as coisas conforme a imagem de seu intelecto, e por fim, conhecia humanamente, de modo experimental.
Embora para os homens esse conhecimento divino é impossível, estamos todos destinados à Visão Beatífica como ao nosso fim último, de modo que esse conhecimento nos está prometido, e é por vezes antecipado em grau menor pela habitação do Espírito Santo na alma do batizado. Por seus dons é possível que, uma vez na via unitiva, haja certo conhecimento infuso, e por último, desses dois conhecimentos, deve beber o conhecimento natural do homem, de modo ordená-lo ao seu fim último, ordenando assim também o seu ser.
É na cura das nossas inteligências que está a raiz do nosso bem agir. Não é preciso descer muito em tratados da conduta humana para compreender que todo silogismo prático advém de uma premissa apodítica, as vezes produto de um silogismo propriamente científico. À parte os meios de síntese e análise, excelentes ferramentas humanas para desvendar a natureza, contamos sobretudo com o auxílio da graça para compreender, na nossa medida, o próprio Deus, que é o Ser por excelência, da qual todos recebemos a existência, pela qual nossas essências são pensadas e medidas. A falta dessa elevação do que deve ser a ação de conhecer, aprender, estudar, em última palavra, contemplar, é a principal causa de não sabermos o rumo que devemos tomar quanto a educação dos jovens e dos homens.
A perda desse alto patamar de conhecimento se deve a perda do modelo. Não é preciso ir muito longe e compreender que se, por exemplo, a psicologia hoje não encontra um único e preciso ideal de sanidade, é porque já não tem o modelo do homem são. O homem é a medida de todas as coisas, dizia um antigo grego; eis o homem, disse Pilatos, com uma profundidade insuspeita dele mesmo. Cristo é a resposta para todas as faltas humanas, é o elo perdido que explica nossas lacunas. Buscá-lo é servi-lo, encontrá-lo é encontrar a felicidade, porque é encontrar o bem da nossa alma, da nossa inteligência e da nossa vontade.
Assim, se queremos que essa graça atue de modo mais efetivo em nossa alma, devemos imitar a Cristo.
Mas, estabelecer a Cristo como o modelo do homem perfeito nos dá respostas sobre onde devemos chegar, mas só começa a esclarecer o caminho que devemos trilhar. E se é claríssimo o fim e o modelo; não é assim como o caminho, pois os homens têm, dentro de todos esses anos, testado diversos métodos de ensino, acrescendo ao patrimônio cultural uma miríade de técnicas pedagógicas e modelos de educação. Essa parte da educação, que é sua parte mais artística e mais humana, depende do nosso engenho, e veremos na parte seguinte dessa grande conversa um pouco sobre o método a ser usado na educação, já nos preparando para a conclusão que será: apontar um caminho seguro para a recuperar a educação moderna. Espero vocês por lá.
Notas:
[*] Nascido em Fortaleza, advogado e diletante de Filosofia, com especial interesse em Filosofia Escolástica, Filosofia do Direito e Teologia Católica, colunista do Blog Medievalitas e acentuadamente crítico da decadência ocidental e do surgimento de correntes paralelas de momento.
Leia mais em O que é educação clássica
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